Para Ophir Cavalcante, questões da prova federal podem ter chegado às mãos de mais estudantes. Por isso, advogado recomenda anulação do exame.
O senhor defende que o Enem seja anulado. Por quê? Ninguém pode garantir que as respostas da prova ficaram restritas só aos alunos daquele colégio (Christus), ou mesmo no estado (Ceará), em função do mundo conectado que temos hoje. A OAB já passou por uma situação parecida, em que foi confirmado o vazamento de informações de uma prova no estado de São Paulo. O exame foi anulado no Brasil inteiro em razão da possibilidade de isso ter acontecido em outros lugares.
Como as falhas podem ferir os direitos do cidadão? É muito difícil construir um exame desse tamanho, mas os erros anteriores deveriam ter ensinado uma lição ao MEC. É claro que o ser humano está sujeito a falhas, mas os profissionais do ministério deveriam ter tido mais cuidado ainda na operação, principalmente por causa das experiências malsucedidas. Esperava-se uma maior cautela. Afinal, quanto maior o número de participantes, maiores as chances de vazamento.
Como o senhor vê a reação do MEC ao episódio? Acho o MEC deveria ter fornecido uma resposta mais efetiva. Não há dúvidas de que essa atitude de ganhar tempo que eles utilizam é ruim para a credibilidade do governo. Mas essa é uma opção de gestão. Do ponto de vista da sociedade, entendemos que é complicado manter uma prova, com o vazamento comprovado em pelo menos um estado.
Que ações os participantes do exame podem tomar? Eles podem pedir a anulação da prova, se quiserem. Aliás, já existem ações nesse sentido, como uma ação coletiva junto com o Ministério Público Federal.
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